Festival Ressonar chega à nona edição na Chapada Diamantina misturando música eletrônica e natureza - 09/01/2017


Por: Anderson Santiago


Dado o tamanho de nosso país, não seria diferente que festivais eletrônicos também invadam locais pouco urbanos e reservas naturais de cair o queixo, não é mesmo? Pois um dos maiores exemplos quando falamos em eventos assim é o Ressonar, que há nove anos tem como sede a paradisíaca região da Chapada Diamantina, na Bahia (a 600 km de Salvador). Em 2017, o Ressonar é um ótimo motivo para viajar, entrar em contato com a natureza e ainda curtir música eletrônica entre os dias 10 e 16 de janeiro.


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Foi aos poucos que a música eletrônica chegou ao festival que este ano será sediado em Piatã, a cidade mais alta da Chapada Diamantina. "A ideia central do festival desde o inicio foi ser uma celebração da arte e da vida em contato com a natureza. Na primeira edição, não havia música eletrônica, apenas bandas da região", conta Flavio Fernandes, um dos organizadores. "Os beats chegaram aos poucos e, ano após ano, foram crescendo, de maneira natural, agregando público, palcos e muita cultura. Hoje, a música eletrônica é um dos principais motores e parte fundamental do Ressonar, mas é importante manter clara a ideia central de uma celebração voltada à natureza, onde todas as formas de arte são parte integrante", completa.

Três palcos estão sendo montados na região: um voltado ao trance, outro focado em ritmos como surf music, com bandas ao vivo e música chill out, e um terceiro (chamado Eclipse) com DJs de techno e house como Paulo Tessuto, Cashu e Exequiel, residente do clube D-Edge.


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Aliás, os DJs adoram tocar em festivais fora do circuito como esse. “A Chapada é um dos lugares mais mágicos que já tive o prazer de conhecer. Sem dúvida o lugar influencia em todos os aspectos, desde a minha própria energia até a construção do meu set”, revela Exequiel, que se apresenta pela segunda vez no Ressonar. “Na pista Eclipse, os artistas vão tocar de três a quatro horas e, por isso, a ideia é preparar várias linhas de som, passeando de um house orgânico com muita percussão a um techno mais puxado para o minimal, sempre com um toque de psicodelia.”

Ainda é possível garantir ingressos para o festival, mas é bom correr: segundo os organizadores, restam pouquíssimas entradas neste link.