Pump It Up #002 Entrevista Apollo 84 - 13/11/2017

Por Luigi Vanucci


Quando o assunto é tech house, Joey King é um dos protagonistas da história. Através de seu pseudônimo Apollo 84, o produtor musical londrino se tornou um dos nomes mais quentes do mercado atualmente, com um catálogo extenso de lançamentos por alguns dos mais prestigiados selos do mundo - como a Elrow Music, Roush Label, VIVa MUSiC, Incorrect, NONSTOP e Twisted Fusion, sua respectiva gravadora. O trabalho a longo prazo deste artista está sendo reconhecido por importantes players do mercado, com o suporte de Steve Lawler, Matthias Tanzmann, Davide Squillace, Detlef e muito mais, além de fazer parte da bem sucedida agência de talentos européia Underground Artists.


Conversamos com Joey e ele nos contou um pouco sobre sua carreira, sua recente tour no Brasil, suas influências e até mesmo deu algumas dicas para os novos artistas que estão entrando no mercado:


Q1 - Como tudo começou para você como artista? Conte-nos um pouco sobre o seu background como DJ e produtor musical.


R1 - Eu comecei a tocar muito cedo, quando tinha 15 anos de idade, crescendo no Reino Unido. Durante o início dos anos 2000, o UK garage era muito forte e foi a minha primeira referência musical como DJ. Depois, comecei a absorver a house music americana, com uma pegada mais “funky” e com uma grande influência das gravadoras Subliminal e Strictly Rhythm. Em 2014, após experimentar e aprender muito, dei início à produção e descobri a minha assinatura musical.


Q2 - Como foi a sua passagem pelo Brasil, com o showcase da sua gravadora, a Twisted Fusion?


R2 - Minha estadia no Brasil foi incrível! As pessoas foram muito amigáveis comigo e a minha música teve uma receptividade muito boa. Foi uma grande experiência, sem dúvidas, tirando a parte que encontrei uma aranha Tarântula durante a viagem (risos). Q3 - Poderia nos contar mais sobre os próximos lançamentos e gigs?


R3 - Para encerrar o ano com chave de ouro, em novembro sai um EP meu com uma sonoridade mais underground pela Form (gravadora do Popof), que conta com um remix de um dos meus produtores favoritos - o Metodi Hristov. Logo depois, tenho um lançamento na Resonance Records, do Max Chapman - um remix que fiz para o Mark Jenkyns e Andre Salmon. Já sobre as gigs, tenho alguns showcases da Twisted Fusion a serem realizados até o final do ano, além de outras apresentações pelo Reino Unido.


Q4 - Como foi o início da Twisted Fusion e a sua inserção no mercado?


R4 - Começamos a gravadora com um grande EP do CDC, e tivemos um rápido impulso a partir dali. Não esperava que o selo fosse crescer tanto e que fosse atrair artistas mais consolidados para novos lançamentos e remixes em tão pouco tempo. O planejamento dos showcases também contribuiu bastante para o crescimento da marca.


Q5 - Este ano foi fortíssimo para a house music underground, com grandes artistas no topo, nos mostrando um mercado com um enorme potencial. Qual a sua expectativa para as tendências de 2018?


R5 - A cena está em constante evolução, com muitos artistas novos tocando as coisas para frente e trazendo suas próprias perspectivas para a música eletrônica. É ótimo ver que a nova geração está aproveitando bastante as oportunidades que aparecem e, através de muita dedicação, estão conseguindo chamar a atenção.


Q6 - Poderia dar alguma dica para os novos produtores que estão entrando no mercado, sobre como se aproximar dos selos como a Twisted Fusion e a Fusion?


R6-Quando recebo um demo, eu gosto de ver o esforço do artista que está enviando (e-mails que são enviados em massa transmitem um certo despreparo). É muito importante enviar um e-mail bem apresentável, com uma pequena referência de onde o artista vem e mostrando que o material é coerente com o que lançamos na Twisted Fusion. Às vezes, recebemos demos de EDM e outros estilos comerciais, que definitivamente não condizem com a nossa proposta musical dentro do selo. Normalmente, gosto de receber links privados de streaming e até mesmo pessoalmente durante as gigs - isso mostra que a pessoa se esforçou para entregar sua música para a pessoa certa.


[ENGLISH]


When we talk about tech house, Joey King is one of the main characters in this story. Through his pseudonym Apollo 84, he became one of the hottest names in the current industry, with a catalog of releases on major labels, like Elrow Music, Roush Label, VIVa MUSiC, Incorrect and Twisted Fusion - his own imprint. The artist’s work is being recognised by important players, with support from Steve Lawler, Matthias Tanzmann, Davide Squillace, Detlef and much more, as well as being part of the successful European talent agency Underground Artists.


We talked to Joey and he told us a bit about his career, his recent tour in Brazil, his influences and even gave some tips for new artists who are entering the scene:


Q1 - How everything started for you as an artist? Tell us about your background as a DJ and music producer.


A1 - I started DJing at a very young age of 15, growing up in the UK and around the time of the early 2000`s UK garage was big and it was my first influences as a DJ. Then, I got into US house and funky, inspired by labels such as Subliminal and Strictly Rhythm. Production wise I started in 2014, learning and experimenting until I found that groovy driving kind of tech house which i am now known for.


Q2 - How was your Brazilian tour, alongside your label’s showcase?


A2 - Brazil was amazing, such a great country, the people were so friendly and my label got a nice reception. It was a truly great experience, apart from the Tarantula i encountered during my trip, haha.


Q3 - Could you tell us more about your next releases and gigs?


A3 - To finish off this year, I have an EP on Form - Popof`s imprint - including a remix from one of my favourite producers right now: Metodi Hristov. It’s more of a stripped back underground sounding release. I also have a remix for Mark Jenkyns and Andre Salmon on Max Chapman`s Resonance Records. About the gigs, I have more Twisted Fusion showcases to look forward too seeing out the year, along with several other dates across the UK.


Q4 - How was the beginning of Twisted Fusion and it’s insertion on the electronic music industry?


A4 - At first we kicked things off with a great EP from CDC, growing rapidly from there. I wasn`t expecting such big growth so early, attracting top names for releases and remixes. Also, the showcases really has been an impulse for the label.


Q5 - This year was very good for underground house music players, with great artists climbing to the top, showing us a lot of potential. What are your expectations for 2018?


A5 - The scene is growing rapidly with a lot of young promising artists pushing the sounds forward and bringing their interpretation of music. It’s great for the younger generation being able to push through with enough time and dedication, there is certainly plenty of opportunity out there to be noticed.


Q6 - Any tips on how to get signed by major labels (like Twisted Fusion and Fusion), and how to approach A&Rs to present your work?


A6 - For me, personally, when I’m receiving a demo I like to see that the artist has made an effort (a mass e-mail is a complete no no). Sending out a well presented e-mail with a small bio and showing knowledge of what we are about on Twisted Fusion, goes a long way. And of course sending us the right style of sound - we still receive demos of music which sometimes contain EDM or commercial sounding music which is baffling. I also only like to receive streaming private links, saves me so much time. I have received demos in person too at gigs and Twisted Fusion events, which shows that the artist has made a great effort to come support the label and put the effort in to get the music into my hands.


Video link to my remix of George Privatti - Deya ( Apollo 84 Remix getting played in Elrow



Video link of Apollo 84 - Lets move being played in Twisted Fusion show to sold out Eden Ibiza