Alesso e Deniz Koyu se reúnem para remixar Vai Malandra - 06/02/2018

Por Lucas Arnaud


Alesso virou um dos grandes nomes da música eletrônica mainstream ao se consagrar principalmente no progressive house, tendo produzido hinos do estilo como "Lose Myself" ou "Calling". Deniz Koyu também é um produtor de grande destaque, tendo lançado diversas faixas por selos como Protocol (de Nicky Romero) e Axtone (de Axwell). Ano passado, o produtor decidiu deixar o prog house de lado e adotar vertentes do bass music, mudando o nome de seu projeto para KO:YU.


Todos foram surpreendidos no ano passado com o anúncio da inusitada parceria entre Alesso e a artista brasileira Anitta, que cedeu seu vocal para o hit "Is that for me", que já recebeu diversos remixes oficiais, inclusive um do próprio KO:YU.


Hoje, em sua página do Facebook, Ko:YU adiantou algumas das músicas que serão lançadas futuramente, e algo chama atenção: há um remix feito por ele em parceria com Alesso de "Vai Malandra", de Anitta, com participação dos produtores de funk carioca Yuri Martins e do Tropkillaz, expoente da bass music brasileira.


A mescla de estilos e vocais brasileiros com estilos estrangeiros divide opiniões. Fãs mais puristas consideram alguns estilos (a exemplo do progressive house) como intocáveis e, para eles, misturar a vertente com vocais brasileiros e "pitadas" de funk carioca seria um verdadeiro sacrilégio.


Por outro lado, existem aqueles que levam tudo isso menos a sério, e veem como interessante o amálgama de estilos que tem se criado com a exportação de sonoridades brasileiras. Diplo e Skrillex, por exemplo, são dois produtores de renome mundial que gostam de tocar uma ou outra referência tupiniquim, sendo um bom exemplo o suporte de Skrillex à "O faraó tá de R1", remixada por Ruxell, em seu icônico set no Boiler Room Shangai em 2016.


Eu, que vos escrevo, me abstenho nesse momento de tomar um desses dois partidos na discussão; mais importante, pergunto: qual é a sua opinião? Essa mistura de estilos demonstra a expansão do som brasileiro no exterior, ou poderia representar um modo fácil de abocanhar uma maior fatia deste mercado consumidor?