Por Luiza Serrano
Foto de abertura: divulgação
Slow Motion viu seu nome ganhar os holofotes da música eletrônica nacional, e mundial, ao assinar o remix de “Drinkee”, de Sofi Tukker, com Vintage Culture. O lançamento, em 2016, contribuiu para a visibilidade do DJ e produtor que, hoje, tem seis anos de projeto. Nos últimos quatro, emplacou dois hits considerados como tracks do ano, com uma linha de som cheia de elegância, como os fãs a reconhecem.
Com ouvidos curiosos, que passeiam pelos riffs do rock n’ roll e pela cultura hip-hop, Kaynã Reis tem boas referências musicais no seu repertório, o que permite uma curadoria musical cheia de vocais interessantes que podem encaixar muito bem nos beats da música eletrônica e, claro, na sua identidade sonora.

Foto: divulgação
“Lembro que estava ouvindo muito a cantora Jorja Smith. Quando lançou a ‘Slow Down’, eu logo ouvi e senti que podia fazer algo. O vocal do Maverick Sabre junto era muito bom, então baixei, joguei em um projeto apenas com a bateria pronta e logo tudo fluiu normalmente”, conta o produtor. “Quando acabei, percebi algo diferente. Tudo estava bem encaixado, foi muito louco”, hit pronto que fala né?
“Slow Down” logo explodiu nas pistas de todo país e seguiu/segue firme no hype, comemorando quase um ano. Após fazer um vídeo tocando na Só Track Boa em Curitiba, Vintage ajudou a viralizar a faixa. “A partir deste vídeo tudo mudou. A track chegou em grande parte dos artistas nacionais e o público começou a almejar por ela”, explica.
A track que, a princípio, seria lançada de maneira independente, é considerada um dos hits de 2019 e passou pelo Carnaval 2020 surfando em ótima fase, e que fase. A música estava nos principais sets lançados no verão, dos nomes consagrados aos DJs e produtores em ascensão ou início de carreira.
“Todo crédito do sucesso desta música está ligado ao sentimento que ela transmite para o público, quando a música possui sentimento e a pista entende o que o artista quer passar. É isso que busco em minhas produções”, conta. Realmente, além do vocal marcante e o groove, o clap antes do drop é praticamente um convite para a pista se entregar para esse que tem sido um dos hinos da galera.
Com todas as características já apresentadas e tamanho sucesso, as gravadoras não perderam tempo e, rapidamente, acionaram Slow e a sua equipe. “Em um curto espaço de tempo recebemos muitas propostas, sendo uma delas, da Spinnin’ Records. Iniciamos o trabalho burocrático, o que acabou prolongando o seu lançamento”, revela.
Ao sair pelas principais plataformas de stream digitais, “Slow Down” ganha novo fôlego e pode, inclusive, alcançar o mercado internacional, devido a representatividade da Spinnin’ Records na cena eletrônica mundial.
E se para Kaynã aka Slow Motion a fórmula para hit é sentimento, entendemos também que é a sua capacidade de circular por pistas de vários estilos e vertentes, alcançando públicos distintos. No início deste ano, Gabe tocou “Slow Down” em seu set na pista Inside do Warung Beach Club. “Sem dúvidas foi um dos suportes mais marcantes até o momento pelo que o Gabe e o Warung representam”, conta com aquele sorriso. Também né?
“Não há barreiras para a ‘Slow Down’, e esse foi seu grande mérito. O sentimento que ela gera é comum a todos os públicos e todos os artistas e, na minha visão, música é isso, sem rótulos ou imagens”, completa.
Com o lançamento da track concluído, o DJ e produtor tem trabalhado em novas músicas e colaborações, nas quais está apostando muito. Inclusive, em um set que será lançado por ele na Spinnin’ Records, em parceria com Vintage Culture, rolam spoilers dos próximos lançamentos.
Agora que acabou a espera e você conheceu um pouco mais sobre os bastidores da “Slow Down”, corre para o Spotify e adicione à sua playlist.
