Uma dose de bom humor com Flakke para driblar o tédio da quarentena

Por assessoria

Foto de abertura: Wesley Allen

Por inúmeras vezes, entramos em uma fórmula que nos deixa mais confortáveis para lidar com as tarefas do dia-a-dia. Com a pandemia, parece que fomos “resetados” e tivemos que voltar várias casas para seguir trabalhando e nos adaptando com o novo “normal”.

Com uma boa dose de humor e criatividade, o DJ e produtor Flakkë tem conseguido se reinventar e experimentar novas possibilidades na produção musical, marketing e contato com o seu público. “Eu fiquei quase dois anos trancado em casa fazendo música e, esse ano, eu estava com muitas datas fechadas. Então, foi um choque no início, mas, mantive a minha consistência de lançamentos e de conteúdos nas redes sociais. Apesar de tudo, está sendo um crescimento em vários âmbitos do universo Flakkë”, explica.

Entre limpar o xixi da sua cachorrinha, fazer faxina em casa e ingerir muitos alimentos ricos em gordura saturada, Flakkë tem produzido muita música e lançando várias tracks que, talvez com as viagens aos finais de semana e agenda apertada, não tivesse a oportunidade de mostrá-las. “Tenho explorado outras facetas que tenho como músico/produtor. Criar tracks que não sejam exclusivamente para pista. Dessa brincadeira saiu até um EP”, revela.

Mesmo sem o termômetro das pistas, os comentários da galera nas lives, emoji de foguinho e palavras de baixo calão são uma ótima forma de saber que as músicas estão bem, obrigado! “Meu outro termômetro é também pelo Instagram onde eu constantemente posto nos meus Stories as coisas que tenho feito no estúdio”.

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Foto: divulgação

Só em julho, o produtor lançou o remix para “Seatbelt”, do Cat Dealers e Denis First, que foi uma das faixas que o duo tocou em sua apresentação na edição digital do Tomorrowland; e o remix para “Open Your Heart”, do Selva e Ana K; e uma versão para “Eu Achei” do MC Paulin da Capital. Se não tem pista, vai na sala mesmo, o importante é curtir!

Essas e outras faixas já têm recebidos suportes de nomes com Merk & Kermont, Fedde Le Grand, Kryder, Blasterjaxx, Dannic e brasileiros como Vintage Culture, Dubdogz, Cat Dealers e KVSH. “Entre muita gente saborosa que tem tocado minhas músicas estão alguns desses ídolos meus que nunca imaginei que teriam composições minhas em seus pen drives”, conta.

Recentemente, Flakkë matou um pouco da saudade do contato físico, mesmo que a distância, em um dos primeiros drive in de música eletrônica do país, o Pump Manaus. “Foi cremoso demais poder ficar espremido no assento do avião, dormir pouco e ser recompensado com todo o carinho dos meus fãs de Manaus. Mesmo tendo tocado para vários carros, pude sentir a energia de cada pessoa vibrando dentro deles. Fora que pude rever meus amigos do Cat Dealers que estava com saudade”, revela.

Dessa estreia em formato drive in, saiu um aftermovie mostrando toda atmosfera do show, além do gostinho de voltar a rotina de viagens e gigs. E, por falar em aftermovie, o conteúdo de Flakkë em suas mídias sociais está em dia, mas, como manter a criatividade e produtividade em tempos como esse?

“Desinstala o Instagram por uns dias, desliga a TV, para de ficar procurando notícia. A pandemia virou uma espécie de série que todo mundo está assistindo e esperando um final feliz. Aceita que está rolando isso e não fique esperando uma cura milagrosa todo dia, porque você pode se decepcionar”, aconselha o produtor. “Eu fiquei muito mal e preocupado no início e só voltei a ficar bem quando me alienei um pouco de tudo que está rolando. Às vezes se alienar é a melhor coisa que você pode fazer para não ficar alienado”, finaliza.

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