Publieditorial
Foto de abertura: divulgação
Músico desde os 10 anos, Dkiver entrou para a música eletrônica sem premeditar, simplesmente se encantou pela sonoridade. E neste universo se descobriu, entendendo que poderia usar a sua habilidade como guitarrista e violonista na produção musical, unindo uma sonoridade orgânica aos synths e beats.
Lançou tracks que entraram para big playlists do Spotify, como a Friday Craterdiggers. Nos seus sets de house e tech house faz lives de guitarra e vocal, mostrando as suas faces como músico.
Nesta última sexta-feira, 28, ele lança “Prefiro Sorrir” pela One RPM, uma track que soa positividade em um momento conturbado no qual estamos vivendo. Batemos um papo com ele para saber mais sobre a sua carreira e lançamento.
A trilha sonora, claro, você já sabe!
HM – Como você entrou na produção musical, especificamente, na música eletrônica?
Eu toco guitarra e violão desde os 10 anos e arranho um pouco no baixo e piano. Na verdade, a minha migração para o eletrônico foi mais por acidente do que algo pensado. Já tive vários projetos de pop, rock e hip hop no formato banda, mas, chegou em um determinado momento, que ficou difícil conciliar as vontades, disponibilidade, linha de projeto e, também, com a família.
Foi então que comecei a pesquisar sobre a música eletrônica, a atividade de DJ e produção. Sempre gostei de música eletrônica e, desde a época em que estudava direito no Mackenzie (anos 2000), acompanhei o movimento e chegamos a fazer alguns eventos com amigos. Foi a época do Manga Rosa e algumas das primeiras Tribe.
Durante o ano de 2000, morei na Austrália, Tailândia e Espanha. Também tive contato com a começo da cultura rave e também com a cultura dos clubs e house music.
De lá até três anos atrás, eu consumi música eletrônica como “cliente” na pista, no front, então foi quando comecei a estudar produção musical e fiquei maravilhado com o infinito de possibilidades. Estudei com alguns produtores como Vallent e Leo Casagrande e tenho um home studio. É incrível! Cada vez que entro no estúdio sai uma música ou um beat.
HM – Quais são as suas principais referências e influências, tanto na cena eletrônica como fora dela também?
Na música eletrônica internacional eu mencionaria Fatboy Slim, Calvin Harris, David Guetta, David Penn, Bob Sinclar, Empire of the Sun e Black Coffee. Na cena nacional, eu gosto bastante do Gui Borato, Elekfantz e não dá para deixar de mencionar o Vintage, que é uma máquina de hits.
Já fora da música eletrônica eu mencionaria Rolling Stones, Cold Play, Queen, Red Hot, entre outros. Na cena local fui sempre fã do Charlie Brown Jr.
HM – Trazer elementos orgânicos para uma track dá um diferencial?
Total. O termo “música eletrônica” começa com “música”, então, embora haja músicas estouradas sem letra com apenas um beat, eu prezo muito pelo campo harmônico, melodia e voz cantada. Acho que essa combinação traz a magia daquela música que toca uma pessoa e te marca por uma vida.
HM – O seu último lançamento foi muito bem nos streamings, com uma pegada com referências surf music. Você esperava?
Eu tenho que ser sincero que acreditava que a track “Madness Guitar” era uma track mais conceitual do que uma track que andaria tanto. A receptividade foi ótima, com menção nas principais publicações e ingresso nas playlists do segmento. Ela nasceu de uma brincadeira minha com meu irmão quando começamos solar uma base e de repente encaixou e coloquei um vocal bem grave com uma letra feita bem no improviso em 15 minutos. A track já foi tocada em mais de 60 países e muitos DJs me pediram a track. Foi bastante gratificante todo este processo.
HM – E nessa nova track? O que você quis transmitir, quais são as expectativas?
A track “Prefiro Sorrir” é uma composição inicialmente minha. Nasceu de um violão e voz em cima do refrão “Prefiro Sorrir do que chorar, Deixa a Vida te Abraçar” e busca transmitir a mensagem de esperança, resiliência e de procurar olhar também as coisas boas da vida.
Hoje, vivemos em um mundo em que os valores humanísticos vêm sendo deixado de lado em todos os níveis e há um excesso de polarização, ódio, violência e cobiça. As pessoas esquecem dos principais valores das sociedades ocidentais como pluralidade de ideias, respeito às minorias, a busca de uma sociedade mais justa e mais equânime.
Então, quando a gente olha, principalmente, o momento atual em que muitas famílias perderam entes queridos ou passam por situação financeira crítica, a track “Prefiro Sorrir” vem trazendo um pouco de compaixão e mensagem de fé para essas pessoas.
Mas, voltando sobre a track, eu mencionei que a composição é inicialmente minha porque eu convidei o meu amigo e cantor gaúcho radicado em Floripa Cassiano Kruger para gravar a track e ele começou a cantar e esqueceu toda a métrica e melodia original da música e começou a pirar na faixa.
Na primeira versão, eu confesso que gostei apenas do refrão, mas, o ponto é que gostei muito do refrão. Então, na sequência, trabalhamos todos os versos e ficamos bastante empolgados com o resultado. Considerando toda essa mudança de linha melódica, nada mais justo do que o Cassiano passar a ser co-autor da track que é o que aconteceu. A track foi lançada pela One RPM e estamos realizados em poder transmitir essa mensagem de força para as pessoas junto com uma pegada dançante para todo mundo cantar junto em um fim de tarde na praia.
HM – O que essa quarentena tem proporcionado ao projeto?
Momento para reflexão, estar mais presente nas diversas situações, maior convivência com a família, mais sentimento de desapego, o que tudo reflete em uma cabeça boa para a criação. Na quarentena, o processo criativo está fluindo como água e a cada entrada no estúdio é uma ideia nova que surge. Aproveitei também para aprofundar nos estudos de instrumentos musicais e também iniciar aulas de bateria.
HM – Quais as próximas novidades do Dkiver?
Depois da track “Prefiro Sorrir” devo lançar mais duas ou três tracks ainda este ano. Estamos em conversas para lançamento de um projeto bem focado em house e tech house para 2021. Também existe uma expectativa de acharmos a vacina e voltarmos aos eventos e a retomada do meu label de festas de house, Kiverland.
