C6 Fest apresenta curadoria que valoriza a música eletrônica em produções e apresentações ao vivo

Realizado entre 21 e 24 de maio, o C6 Fest 2026 apresenta curadoria que mostra a influência da música eletrônica muito além dos DJs escalados para a programação. Distribuída entre diferentes dias e palcos, a linguagem eletrônica aparece no festival de maneira ampla, seja através de live acts, bandas híbridas, artistas experimentais ou projetos que utilizam synths, samplers, loops e produção digital como parte central de suas apresentações.

A curadoria desta edição reforça uma tendência cada vez mais forte nos festivais internacionais: a eletrônica, deixando de ocupar um espaço isolado para dialogar diretamente com indie, jazz, pop alternativo, música experimental e sonoridades urbanas contemporâneas.

Na sexta-feira, a conexão com a eletrônica aparece de forma mais híbrida através do Knower, projeto que mistura jazz fusion, electro-funk, breakbeats e synths em apresentações intensas e altamente técnicas. 

No sábado, um dos dias mais conectados à estética eletrônica do festival, o público encontrará apresentações que transitam entre club music, synthpop, bass music e experimentação sonora. Neste dia, o festival recebe Amaarae, um dos principais nomes da nova geração do pop africano, misturando afrobeats, hyperpop, R&B e beats digitais contemporâneos. 

Já o The xx leva ao festival sua assinatura minimalista marcada por ambientações eletrônicas, drum machines e influências de UK garage e a forte influência britânica de bandas que utilizam elementos eletrônicos nas composições e apresentações.

Outra presença importante é o BaianaSystem, que há anos aproxima a música brasileira da cultura soundsystem através de dub, reggae eletrônico e uso de DJs, sintetizadores, teclados e outros instrumentos digitais em seus shows.

Ainda no sábado, Baxter Dury ampliou o caráter experimental do line-up ao trazer seu indie psicodélico e dançante ao festival. 

Já o domingo apresenta um perfil eletrônico mais voltado ao synthpop, ambient e música experimental. Um dos principais nomes é Oklou, artista ligada ao ambient e cloud pop, em performances intimistas e atmosféricas fortemente baseadas em produção eletrônica com influências do trance. Entre os destaques está o duo Magdalena Bay, conhecido por performances altamente visuais e baseadas em electro-pop, synthpop e programação eletrônica futurista.

A programação do dia também conta com Lykke Li, cuja sonoridade mistura dream pop, synthpop e trip-hop, além do b3b de Nyack, Pathy e Brechó,em set feito em vinil que cruzará house, hip hop, música brasileira e grooves urbanos.

Entre os DJs confirmados para o festival também estão Aline Rocha e Marten Lou, no sábado, para levar o som de pista aos festivaleiros.

Até mesmo atrações mais ligadas ao jazz e à música alternativa carregam elementos digitais em suas apresentações, mostrando como a eletrônica se tornou uma linguagem universal dentro da música atual.

Distribuída entre os diferentes palcos do festival, essa mistura ajuda a construir uma experiência menos segmentada e mais aberta à diversidade sonora. Assim como acontece em eventos como Primavera Sound e Coachella, o C6 Fest reforça uma curadoria onde a música eletrônica deixa de ser apenas um nicho e passa a funcionar como elemento central da estética contemporânea.

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