Impulsionado por ascensão do sul global, mercado de música eletrônica chega a valor recorde de US$15,1 bilhões

O IMS Ibiza anunciou nesta quarta-feira, 22, o relatório anual da música eletrônica em 2025 com dados importantes sobre valor do mercado, forças motores que impulsionam o mercado, cenas crescentes e mais.

Segundo o documento, o mercado global de música eletrônica cresceu 7% no último ano e chegou ao valor de US$15,1 bilhões. 

“2025 foi mais um ano positivo para o mercado global de música eletrônica, com crescimento impulsionado por cenas vibrantes. O fato de o setor ter se saído tão bem em um contexto de incerteza global e mudanças tecnológicas disruptivas demonstra tanto a resiliência da indústria quanto a importância que o papel da pista de dança como forma de escapismo nunca teve.“, disse Mark Mulligan, fundador da MIDiA Research, empresa global de dados e análises sobre entretenimento que elabora o relatório anual. 

Uma das principais partes do relatório é sobre a forma com que a música é consumida e monetizada atualmente. Os provedores de serviço digital (DPSs) foram as empresas que cresceram mais rapidamente no segmento da música em 2025. O material apresentado constatou que as plataformas de streaming cresceram cerca de US$27 bilhões em 2025, ultrapassando a música ao vivo, as editoras musicais e as gravadoras. Apesar disso, em termos de valor, o setor de eventos ainda teve um crescimento maior, alcançando US$30 bilhões.

O sul global se mostrou a principal força deste crescimento nas assinaturas de streaming. Enquanto os mercados ocidentais desaceleraram, os mercados com grandes populações estão impulsionando a maioria dos novos assinantes. A Indonésia emergiu como uma grande potência, registrando um aumento de 77% no número de ouvintes de música eletrônica no Spotify em 2025. O Brasil ficou em 6° lugar.

As gravadoras estão encontrando um novo modelo de gerar receitas se conectando de forma mais direta com os fãs. Os maiores lucros vem da expansão dos direitos: abrangendo produtos licenciados, vendas diretas ao consumidor (D2C) e patrocínios, que registraram um aumento de 21% no ano passado. Algumas gravadoras de médio porte criadas com este objetivo de conexão com o público estão superando grandes marcas estabelecidas na cena. Essa mudança evidencia um mercado que está aprendendo a diversificar além dos centavos do streaming digital. 

As IAs generativas e plataformas de separação de stems viveram uma verdadeira virada de chave. A  receita dessas ferramentas disparou 651% desde 2023, atingindo US$333 milhões em 2025, com 63 milhões de usuários ativos mensais. 

A Alemanha segue como o país com mais consumidores de música eletrônica no Spotify, seguida por Estados Unidos e Austrália.

O relatório do IMS Ibiza mostra que além do crescimento no valor de mercado, alguns aspectos estão mudando como a influência grande e, provavelmente, cada vez mais crescente a partir daqui das inteligências artificiais, a atuação das gravadoras e da importância dos países do hemisfério sul na influência da música eletrônica no mundo. 

A dinâmica com que a música eletrônica opera em suas mais diversas frentes está mudando e se adaptando às inovações e necessidades do mundo atual e estamos vendo isso diante dos nossos olhos.

Por Adriano Canestri

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